Programa das Nações Unidas para o meio ambiente
Escritório Regional para América Latina e Caribe

Eficiência na utilização de recursos na América Latina:
Perspectivas e implicações econômicas

Estudos de caso: Mercosul, Chile e México

A proteção ambiental e o desenvolvimento produtivo costumam ser apresentados como objetivos quase excludentes. As análises económicas convencionais dos países da América Latina praticamente não contemplam as consequências do possível esgotamento dos recursos naturais.

Contudo, a utilização dos recursos naturais e as políticas orientadas à sustentabilidade podem contribuir em grande medida para superar dívidas sociais e garantir a continuidade de um processo de desenvolvimento com uma melhor qualidade de vida para as futuras gerações. A fim de avaliar os avanços da região para uma maior eficiência na utilização dos recursos e um desenvolvimento mais sustentável, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com o apoio técnico da  Red Mercosur de Investigaciones Económicas, elaborou durante 2009 e 2010 um Informe sobre “Eficiência na utilização dos recursos naturais na América Latina: Perspectivas e implicações econômicas”.

O informe aborda, de uma perspectiva econômica, a relevância do uso eficiente dos recursos naturais para avançar em direção a um desenvolvimento sustentável e uma melhor inserção internacional dos países da América Latina, entendendo o desenvolvimento sustentável como um processo, e não como um objetivo.

Com base nas informações disponíveis e nas possibilidades de sistematização, foram selecionadas três temáticas (mudanças na utilização do solo, energia e mudança climática, e uso da água); e seis países (Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai e Uruguai) foram analisados em profundidade.

Com o objetivo de identificar alternativas para o aproveitamento do potencial da região e considerando as tendências observadas, foram construídos quatro cenários regionais 2010-2030. Esse exercício prospectivo fornece elementos que podem guiar a identificação de estratégias e trajetórias que permitam passar do cenário atual (Cenário 2  - “Status quo: nem sustentabilidade, nem eficiência”) ao cenário desejável (Cenário 4 - “Eficiência, sustentabilidade e governabilidade para a inclusão”),  e impedir o cenário menos desejável, isto é, que tudo continue da mesma maneira e a região não aproveite seu potencial de forma eficiente e sustentável.

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